11 abril 2010

Concessionárias faturam acima de R$ 20 milhões na Exposição


As nove concessionárias de veículos que marcaram presença na 50ª ExpoLondrina atingiram as metas pré-estabelecidas e avaliaram como positiva a participação na feira.
A avaliação geral – colhida no início da tarde de sábado – é de que o investimento trouxe retorno. E, além das vendas diretas, há o pós-feira, que tradicionalmente rende significativo volume de negócios. A estimativa é de que, juntas, as concessionárias vão fechar o domingo com faturamento acima de R$ 20 milhões.
Antes mesmo do último final de semana, a Fórmula Renault havia comercializado “mais de quinze” veículos de diferentes valores, com faturamento próximo de R$ 400 mil, segundo o gerente Cléber Gomes. “Já conseguimos atingir nossa meta”, disse ele. “O balanço já é positivo, animador”, definiu. “Além disso, serviu para mostrarmos a nossa marca, nos relacionar com clientes de outras cidades, que normalmente não iriam até nossa loja em Londrina.”
O gerente comercial da Ópera Peugeot, Carlos Antunes, considerou o desempenho da concessionária “dentro das expectativas”. Segundo ele, a meta traçada foi a comercialização de 70 veículos. “Já atingimos 70% do objetivo antes do último final de semana”, afirmou Antunes. Segundo ele, a venda de cerca de 50 veículos até a manhã de sábado – a maioria da linha 207 – rendeu perto de R$ 2 milhões. “Estamos satisfeitos.”
Na Ford Tropical, 68 veículos haviam sido comercializados até as 14 horas de sábado. Desse total, 42 são utilitários (Ranger e F-250) e o restante, veículos de passeio, que renderam R$ 4,8 milhões, nos cálculos do gerente comercial Célio Roberto Oliveira. “Ainda há muitos negócios pendentes para serem fechados no domingo”, adiantou ele. “E o pós-feira é o que vai esquentar nosso restante de mês”, previu. “O resultado foi muito bom.”
O volume de negócios agradou inclusive as concessionárias que participaram da Expô pela primeira vez. São os casos da Lovat, que trabalha com a marca coreana Hyundai, da Caiuás, que comercializa a japonesa Honda, e a Norpave-Volkswagen. “A movimentação foi a prevista”, disse o gerente comercial da Caiuás, Rubei de Souza Modesto, que havia faturado perto de R$ 1,5 milhão com a venda de diferentes modelos Honda. “A parte institucional também foi muito boa. Mostramos a cara do grupo e nossa forma de trabalho”, afirmou Modesto. “O investimento valeu a pena.”
“Como foi nosso primeiro ano, o objetivo inicial era o de divulgar a revenda, que tem apenas três anos”, contou o gerente de vendas da Lovat, Guilherme Aranha, que contabilizava 13 unidades comercializadas até o início da tarde de sábado, com faturamento de R$ 850 mil. “Há também muitas prospecções que vamos trabalhar daqui para a frente, a partir de contatos deixados por gente da região e também do interior de São Paulo e até do Rio Grande do Sul.”
A Norpave espera fechar a feira com cerca de 40 veículos comercializados – entre eles, o utilitário Amarok, lançamento recente da VW, cuja receptividade foi “muito boa”, na avaliação do gerente de vendas Luiz Carlos de Andrade. “Recebemos muitas visitas, angariamos bastante interessados e devemos fechar muitos negócios depois da Exposição”, disse Andrade, que preferiu não estimar o faturamento da Norpave na Expo.
Na Valence Citroën, a avaliação é “extremamente positiva”, segundo o diretor da concessionária, Carlos Picchi. “Embora não tenhamos uma linha de produtos dirigida especialmente para os produtores rurais, conseguimos que a fábrica desse desconto de 10% para esse público, o que tornou os preços mais baratos do que na própria fábrica. “Os clientes estão aproveitando e as vendas explodiram”, afirmou Picchi, que espera fechar a participação com a venda de 50 veículos e faturamento perto de R$ 2,5 milhões.
Na Metronorte, que trabalha com a marca Chevrolet, “a feira surpreendeu”, segundo o supervisor de vendas André Luiz Frasson. Ele disse que a meta inicial foi ultrapassada faltando dois dias para o término da Exposição. “Acredito que vamos superar nosso objetivo em 40%”, afirmou. “Já vendemos perto de 120 unidades; esperamos fechar com 150, e um faturamento de R$ 8 milhões.” A receita para o bom desempenho, segundo ele, além de uma linha de produtos voltada para o campo, foi a facilidade de financiamento e o trabalho de avaliação dos seminovos. “Trouxemos toda a nossa estrutura, e o resultado foi excelente.”
Para a Mizumi, chegar à venda de 10 veículos já será “uma baita participação”, nas palavras do gerente comercial José Luís Leite. “Nossos veículos são todos acima de R$ 75 mil, o que significa que nossas vendas não são de tiro curto”, explicou Leite. “Além disso, nossa linha não é dirigida à atividade rural; é, antes, um sonho de consumo do produtor bem-sucedido.” Os veículos com mais saída, segundo Leite, são a L200 Triton – lançamento da Mitsubishi – e a família Pajero. “Devemos chegar a um faturamento perto de R$ 1 milhão”, afirmou Leite.

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